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Fernanda Regina descobriu o câncer quando estava com onze anos de idade. Foi através de um problema no intestino que veio o sinal de alerta. Passou por várias consultas, mas o diagnóstico sempre inconclusivo. Na ocasião, ao ver a aflição da família, uma amiga indicou o Instituto do Câncer Infantil do Agreste.

Chegando ao Icia, Fernanda foi atendida e precisou passar por exames bem mais específicos no Recife. A partir do primeiro atendimento, realização do cadastro de paciente, ela passou por todo o processo que concluiria, finalmente, o diagnóstico. Toda essa jornada passou a ser de responsabilidade do Icia, e Fernanda não precisou pagar nada para entender o que estava acontecendo com a saúde dela.

O que era para ser um problema no intestino, em 06 de novembro de 2009 se tornou um diagnóstico conclusivo de leucemia. Aos onze anos de idade, Fernanda agora precisaria batalhar pela vida na pré adolescência, uma fase que por si só já é cheia de dúvidas e incertezas.

Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa. Essa célula anormal não funciona de forma adequada, multiplica-se mais rápido e morre menos do que as células normais. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 10.810 novos casos de leucemia.

Para Fernanda, ao todo, foram dois anos de meio de tratamento. Já no primeiro ciclo de tratamento de quimioterapia, a doença entrou em remissão. O processo de remissão acontece quando, após o tratamento, nenhuma célula neoplásica pode ser detectada.
Atualmente, Fernanda está com 24 anos e há dez anos fora do tratamento. Mesmo depois de toda a jornada, ela buscou uma forma de ser grata pela vitória contra o câncer: ela é voluntária do Icia.

Em depoimento para a produção desse relato, Fernanda deixou a seguinte mensagem: “Hoje estou bem, trabalhando. Faço meus exames de rotina para acompanhamento e sou muito feliz em fazer parte da história do Icia. Sou uma vitoriosa sim, cheia de orgulho em poder dizer isso. A luta não foi fácil, mas cheguei até aqui. Desde abril de 2018 eu enxergo a vida de outra forma, sendo voluntária do Icia. Como maneira de contribuir e recompensar tudo que recebi, essa foi a forma que encontrei para poder fortalecer pacientes e familiares que estão enfrentando a doença, e assim eu sinto que as minhas energias são renovadas. Obrigada!”

*É proibida a reprodução total ou parcial desse texto sem prévia autorização.

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